21 de dez. de 2008

Sapatada é pouco...

Não poderia deixar de comentar sobre o repórter que jogou os sapatos no presidente dos Estados Unidos, George W. Bush... shit!... O cara pode pegar 7 anos de prisão por causa disso... cá pra nós, esse cara tinha que ser canonizado... meu herói!!!!

20 de dez. de 2008

Balanço de final de ano

Dezembro... nossa!!! O tempo passou muito rápido!!! (Essa é a frase mais ouvida nesses dias...).
Antes de mais nada, quero me desculpar com meus leitores porque deixei esse blog encher de teia de aranha nos últimos dias... I´m really sorry!

Para vocês terem uma idéia, nem senti dezembro chegar e praticamente passar... não montei árvore de Natal, não coloquei a guirlanda na porta... está tudo enfiado no guarda-roupa... que mancada... mas foi um mês muito corrido... estou ficando boa nessa coisa de não ter tempo pra nada...

Agenda, então... vixe... está em branco... faz dias que não ponho em ordem... e acabo me esquecendo do que aconteceu... eita, vida!!!

Pelo menos alguns presentes eu comprei!!! E a melhor parte do Natal é dar presente. Confesso que também gosto de ganhar, mas dar é muito melhor! Ver os olhos de alguém que amamos brilhando de emoção e aquela sensação de que acertamos no presente... hummm... é tão bom quanto brigadeiro de colher!

Mas preciso confessar também que ultimamente não tenho gostado tanto assim do final de ano... gostaria de reunir muito mais pessoas, distribuir muito mais presentes, estar num abraço bem grande na passagem de ano... não tem sido assim... mas não posso reclamar, não!

2008 foi um ano maravilhoso pra mim... acertei na cor da calcinha na passagem... sabe que essa crendice sobre a cor da calcinha na passagem deve ter algum sentido, porque meus anos sempre são de acordo com a calcinha... então, esse ano, vou repetir a dose do ano passado. Calcinha nova, mesma cor!

Também aconselho a comer três colheres de lentilha com os pés fora do chão... não, não precisam tentar em vão voar feito Peter Pan para comer as lentilhas... basta subir em cima de uma cadeira. Não custa tentar!

Mas fala sério se final de ano não é um pé no saco às vezes... as pessoas parecem enlouquecidas em busca de um presente, os shoppings ficam abarrotados, as ruas intransitáveis, a visão do inferno! Dá vontade de desistir!!! Mas aí me lembro do prazer de dar o presente... e lá vem o espírito natalino me invadindo de novo...

E olhando a força da natureza atingindo tantos lugares, deixando tanta gente com um Natal sem Natal, não dá mesmo para reclamar... somos mais felizes do que supomos...

Enfim... tive um ano muito feliz, muito especial... graças às borboletas... que venha mais borboleta em 2009... que venha meu pôr-do-sol... sei que 2009 vai ser o ano em que vou ver o pôr-do-sol de mãos dadas... tenho certeza!

O que falta para as pessoas é sentimento... bons sentimentos... deixar-se aberto para sentir... então, eu desejo que todos possam sentir... possam deixar-se levar pelo amor, pelos prazeres... não vamos nos endurecer mais do que já estamos... vamos amar!

Se todos os seres humanos se deixassem sentir borboletas no estômago, o mundo seria muito mais feliz! Deixem-se sentir!!!!!

E vamos nos lembrar que Natal só existe para comemorar um aniversário muito especial... aniversário de alguém que pregou a paz e o amor... vamos nos amar...

Feliz Natal e muito amor para todos!!!!!

Nosso treinamento e confraternização de final de ano foi na lindíssima Praia de Tabatinga, em Caraguatatuba... um lugar lindo... um verdadeiro paraíso... vejam...







O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica

O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica

Um belo dia a gente acorda e hum...
Um filme passou por a gente e parece que já se anunciou o episódio dois
É quando a gente sente o amor se abuletar na gente tudo acabou bem,
Agora o que vem depois

O amor é filme
Eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama
Eu sei porque eu sei muito bem como a cor da manhã fica
Da felicidade, da dúvida, dor de barriga
É drama, aventura, mentira, comédia romântica

É quando as emoções viram luz, e sombras e sons, movimentos
E o mundo todo vira nós dois,
Dois corações bandidos
Enquanto uma canção de amor persegue o sentimento
O zoom in dá ré e sobem os créditos

O amor é filme e Deus espectador!


Cordel do Fogo Encantado

22 de nov. de 2008

A “minha” história da USP


Amanhã acontece o maior vestibular do Brasil, o temido vestibular da Fuvest. Eu passei tanto tempo vivendo em função desse momento, que não posso deixar de sentir uma nostalgia quando ouço notícias sobre a Fuvest.

De fato, meu sonho era estudar na Unicamp... sempre fiquei fascinada por essa Universidade tão ligada à pesquisa... mas na Unicamp não tem jornalismo e meu “dom” para ser jornalista era maior... então, virei uma neurótica estudante tentando entrar na USP...

No meu tempo (essa frase conota já uma certa velhice... hehehehe... mas nem faz tanto tempo assim...), a primeira fase da Fuvest acontecia em dois domingos... hoje um domingo só basta... no primeiro dia fazíamos as provas de Português (que eu sempre gabaritava), Inglês, Física (que sempre me danava) e Química. No segundo, fazíamos História (gabaritava também), Geografia, Matemática e Biologia... 80 questões por dia...

Bem, mas preciso contar a história da USP. Não... não sei a história de como a Universidade nasceu e se consolidou... a história que vou contar é sobre a minha “inserção” no Universo, que passa pela USP, quer eu queira ou não...

O Jornalismo veio antes da USP... Graças a Deus!!! Na verdade, já nasci jornalista e a USP já nasceu pra mim um sonho, uma meta. Nasci com todas as qualidades que me fazem comunicadora: apaixonada pelas palavras, pela escrita, tagarela, aprendi logo a falar... escritora, mal entrei na primeira série e já percebi como a dança das letras funcionavam para formar sílabas e estas formavam as palavras... (Nota: no meu tempo as crianças aprendiam a ler e escrever na primeira série e não na pré-escola, como ocorre hoje em dia...). Antes de terminar o ba-be-bi-bo-bu (pois é... eu aprendi na cartilha PIPOCA), eu já sabia o que aconteceria com todas as consoantes e vogais... entendi como funcionava...

Amando as palavras, foi um passo para amar os livros... o primeiro que li foi “Assassinato na Casa do Pastor”... ou algo do tipo... de Agatha Christie. Como minha mãe lia muito a “rainha do mistério”, peguei um desses livros que ela deixou a toa no quarto... e foi uma viagem incrível... não entendi quase nada da história, afinal eu só tinha 7 anos, mas soube que jamais seria a mesma...

Ainda hoje eu me emociono em bibliotecas e livrarias, porque só um pôr-do-sol de mãos dadas pode ser mais tocante para a alma do que todos aqueles livros, fonte de conhecimento, enfileirados...

Bem, começar a escrever freneticamente foi fácil... e daí comecei a ganhar concursos de redação, inclusive um estadual, quando estava na 4ª série. Apesar de achar que minhas histórias não tinham nada demais, derrotei cerca de 3 mil estudantes com minhas escritas. E os professores e diretores passaram a dizer que eu nascera para ser jornalista, porque além de escrever bem, eu tinha um espírito contestador e questionador... eu sabia analisar as situações... observava e agia sempre...

Mesmo assim, eu ainda achava o jornalismo um tanto estranho... “ir para a guerra, para o meio do fogo cruzado, lidar com bandidos, correr riscos... sei não...” Pensei em fazer Letras, Direito... mas a paixão não tem jeito... acontece!

Apaixonei quando fiz um jornal experimental no colégio e nunca mais larguei esse mundo, vasto mundo! E cadê a USP nessa história?

A USP me escolheu para ser sua escrava... não me lembro onde, como, por que ouvi esse nome pela primeira vez, mas para mim faculdade de jornalismo virou sinônimo de ECA, a Escola de Comunicação e Artes da USP. E vestibular era Fuvest...

Coloquei três anos de estudo em prol desse objetivo e, apesar de passar na Unesp anos seguidos, desistia para tentar USP mais um ano... e nada! A ansiedade, a baixa auto-estima, a pressão de todos dizendo “você é muito inteligente, tenho certeza de que vai passar!” e a decepção quando eu não conseguia, o medo, o meu passado (sempre assombrando), tudo isso, me fazia paralisar na prova, a ponto de não conseguir o óbvio... é certo que fazer aquela prova de Física e Química da Fuvest era desumano e cruel... mas eu teria feito muito melhor se não fosse meu abalo emocional da época...

Bem, me conformei com a Unesp... Bauru... 4 anos. Mas o fardo da USP me acompanhou... eu sonhava com a ECA... Um dia, num Congresso da FFLCH, fui visitar a ECA... tive vontade de chorar de desgosto! Um lugar horrível, sujo, que passa um má impressão... cheio de bichos grilos... uspianos donos de conhecimento que ninguém mais tem... COMUNICAÇÃO!!!! Cadê???

Mesmo assim, ainda tinha o sonho... esse ano resolvi fazer pós-graduação e tinha que ser na USP... vamos lá, realizar o sonho! No dia da matrícula foi cômico... procurei pelo anexo 10 da ECA, onde deveria estar a secretaria do curso, e achei uma pedra, um boteco e mato, tanto mato que dá para desovar um corpo e jamais ser encontrado (prestem atenção, homicidas!). Olhei ao redor da pedra e achei que poderia haver uma passagem secreta, um botão que apertado abriria a caverna do Batman... fui perguntar no boteco, onde parte dos atendentes fritavam calabresa, o que impregnava o ambiente acadêmico com o cheiro de mercadão, e outra parte jogava bilhar. Descobri que era ali, ali mesmo, o anexo 10. Olha só! Original... calabresa, bilhar, Xerox e secretaria da pós... viva o socialismo!

Mas nada se compara às aulas, uma bagunça, e os alunos, pseudo intelectuais que se masturbam o tempo todo pensando “eu sou uspiano, o ser mais inteligente do planeta. E não sei me relacionar com os outros, porque sou bom demais”. Na teoria, eles são really, really good! But... saindo dos muros da Cidade Universitária para o mundo capitalista burguês cruel, eles são como seres humanos no mundo dos tiranossauros Rex... poor guys!

Assim, não sei de onde eu tirei esse sonho estapafúrdio de estudar na USP... eita desejo mais imbecil! Enfim... mundo, eu estou lá, eu posso, e sou parte... sou melhor, na verdade... uma mistura perfeita (como caipirinha) da nerd, inteligente, intelectual, que ama os livros, mas sem deixar de ser a little fútil, vaidosa, feminina, amante de revistas de beleza, feliz, de vez em quando bebum, mas sempre uma ótima companhia, tanto para o seu grupo de estudos quanto para aquela balada com muita música boa... ou ainda para aquele churras! Alguém aí me convida?

Flavinha... boa sorte nessa sua fase “vestibular”... e lembre-se: o destino é caprichoso, mas ele costuma acertar!

8 de nov. de 2008

Ser feliz sempre... porque eu sou “muito”!


A linda vista da cidade de São Paulo... confesso que adoro essa cidade...

Faz tempo que não passo por aqui, né?! Mas tenho bons motivos... primeiro, para variar, estou trabalhando muito... mas também estou estudando muito e indo muito à academia... ufa! Além disso, estou revisando o livro “O Engraxate que virou PhD”... guardem esse título, porque vai ser um sucesso! Não consigo parar de ler e a cada página que viro vem uma emoção, lágrimas, risos... um mix de sensações... ainda vou falar mais sobre esse livro... no momento certo.

Muito bem... fui ao Teatro... como é bom ir ao Teatro... me sinto renovada, com espírito leve... fui assistir à peça “Os Homens são de Marte... e é pra lá que eu vou”, com a Mônica Martelli. (clique e veja um pedacinho da peça no You Tube)... E me perguntava: “o que eu estou fazendo naquele palco???” Hahahahaha... a personagem da peça, Fernanda, era eu... com todas as neuras, florais, desejos, jornalismo, paixões, chocolates, gloss, vestidos beterraba, revistas e... “não era pra ser...” Chorei de rir... e percebi como meus pitis são comuns a muitas mulheres que, assim como eu, escolheram a felicidade espontânea... Sim, eu escalaria a montanha mais alta, com o meu melhor par de sapatos de salto, com o meu gloss da Lâncome, com a lingerie mais sexy (of course!) e com o meu sorriso mais bonito, se lá estivesse o meu amor!


E por falar em amor... ah! Minhas borboletas... elas continuam povoando meu estômago sempre... me pondo em estado de êxtase... sempre, sempre...!

Quando não está aqui, sinto sua falta, sinto falta de apenas olhar pra você... e basta fechar meus olhos para sentir seu cheiro... e basta olhar pra mim mesma para ver como sou melhor depois de você. E você nem faz idéia do quanto me faz feliz... se eu tivesse que subir a tal montanha aí de cima para encontrá-lo, eu subiria de bom grado...

"O bater de asas de uma borboleta em Tóquio pode provocar um ciclone tropical em Nova Iorque." – Teoria do Caos...


É esse furacão que eu sinto quando estou com você...

Mas... e sempre tem um “mas”... chega o momento de fazer escolhas... como sempre... e eu não tenho medo mesmo de fazê-las... de que adianta subir a montanha mais alta e fazer todos os sacrifícios pelo amor se o amor não me amar como eu mereço?!... e se não me amar, não me merece... mesmo!


Essa é a música para esse momento...

À Primeira Vista
(Letra: Chico César)

Quando não tinha nada eu quis
Quando tudo era ausência esperei
Quando tive frio tremi
Quando tive coragem liguei

Quando chegou carta abri
Quando ouvi Prince dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei

Quando me chamou eu vim
Quando dei por mim tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei

17 de out. de 2008

Pra você... where is my hug?

I MISS YOU... AND I´M WAITING FOR YOUR WONDERFUL AND TIGHTLY HUG...

E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

E agora como posso te esquecer?
Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?
E o seu cabelo está enrolado no meu peito?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo

E agora, como eu passo sem te ver?
Se o seu nome está gravado no
Meu braço como um selo?
Nossos nomes que tem o "N"
Como um elo

E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo está moldado com o teu?

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
Para que você retorne
Pra que eu possa te abraçar

Espero que o tempo passe
Espero que a semana acabe
Pra que eu possa te ver de novo

Espero que o tempo voe
E que você retorne
Pra que eu possa te abraçar
E te beijar
De novo
De novo...de novo...de novo...
(Nando Reis)

15 de out. de 2008

Esta sou eu...


E cá estou... escrevendo... fazendo aquilo que me dá um dos maiores prazeres... porque eu nasci para escrever... este é o meu domínio. Apesar de não fazer sentido no mundo em vivemos hoje... apesar de não significar quase nada... esta foi a minha escolha e terei que conviver com a dor e a delícia de tê-la feito.


Mas não é fácil ser eu... dentre todos os caminhos, meus caminhos escolhidos sempre são aqueles da alegria e prazer... aquele que me traz conhecimento naquilo que não é reconhecido...


Escolher conhecer muito sobre os incas talvez nunca me leve a Machu Picchu... mas me leva para um lugar só meu... nesse lugar eu sou feliz...


Isso não me faz melhor... pelo contrário... sou medíocre... sou igual a todos os outros... sou comum... eu achei que fosse diferente, achei que tivesse algum diferencial entre os seres... não... cai na real... você é comum...


Será? Enquanto todo mundo está se aproximando uns dos outros por interesse, para obter vantagem, blefando, jogando, chantageando... eu não me encaixo... eu me apaixono, eu acredito no ser humano, eu tenho esperança, eu tenho a minha alma intacta... tenho valores, sei quem eu sou, não tenho limites para melhorar o que está ao meu redor e sempre terei um sorriso no rosto... sempre... mesmo que meus pôres-do-sol ainda não tenham companhia...


Não... eu não sou comum... eu tenho uma raridade dentro de mim... a raridade de ainda acreditar... de ter um coração que não tem maldade gratuita, que respeita, que se alegra com a alegria alheia... que ama... esta sou eu também! Limpa... de corpo e alma...


Sempre escolhendo entre os 100 caminhos que tenho a frente... acabo sempre escolhendo investir em mim... o que adia meus sonhos... minha varanda, minhas viagens, meu Fox... e ainda assim posso estar escolhendo errado... saber, conhecer pode não significar nada... ter lido todos os livros que li, ter declamado os poemas que declamei... saber tanto sobre tanto... pode não ter nenhum sentido prático nesse mundo, onde o mais importante mesmo é saber como ganhar dinheiro... não importa o quanto você sabe, ou o quanto não sabe... vale mais saber números, cifras, bolsa de valores, investimentos do que saber que Mário Quintana eternizou esse verso...


“Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho
Eles passarão
Eu passarinho!”

Eu chego a alguma conclusão sobre tudo isso... um dia... no momento minha certeza é que eu posso estar equivocada em muitos aspectos, talvez em todos, mas ainda assim eu continuo com muito orgulho de quem eu sou...


Vou aprender a não dormir, para ficar bonita, para ler mais, aprender mais, fazer todos os trabalhos que tenho e ainda ter tempo para meus prazeres... escrever, curtir boas companhias, ver um bom filme... vou ter tempo para tudo... basta não dormir mais...


Também vou aprender a não comer mais, para emagrecer ainda todos os quilos que tenho que emagrecer... não basta todos que já perdi... precisa mais e mais... mas eu chego lá...


Dentro de mim ainda serei eu mesma... porque a alma que vive dentro de mim é intacta... essa não precisa de mudança... essa é rara... e é isso que me faz ser especial...


Para não perder o costume... não vou escrever aqui minhas novas descobertas financeiras... I´m sorry... acho muito mais prazeroso deixar aqui Clarice Lispector... essa que fala tudo por mim...



Intelectual? Não

Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que, agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade. Além do que leio pouco: só li muito, e lia avidamente o que me caísse nas mãos, entre os treze e quinze anos de idade. Depois passei a ler esporadicamente, sem ter a orientação de ninguém. Isto sem confessar que – dessa vez digo-o com alguma vergonha – durante anos eu só lia romance policial. Hoje em dia, apesar de ter muitas vezes preguiça de escrever, chego de vez em quando a ter mais preguiça de ler do que de escrever.


Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros “uma profissão”, nem uma “carreira”. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?


O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.

7 de out. de 2008

Só para que não passe em branco, como eu tenho passado...

“Deus, eu faço parte do teu gado:
Esse que confinas em sono e paixão,
E às vezes em terrível liberdade.
Sou, como todos, marcado neste flanco
Pelo susto da beleza, pelo terror da perda
E pela funda chaga dessa arte
Em que pretendo segurar o mundo.
No fundo, Deus,
Eu faço parte da manada
Que corre para o impossível,
Vasto povo desencontrado
A quem tanges, ignoras
Ou contornas com teu olhar absorto.
Deus, eu faço parte do teu gado
Estranhamente humano,
Marcado para correr amar morrer
Querendo colo, explicação, perdão e permanência.”

Lya Luft


GRÃO DE AMOR... Arnaldo Antunes

Me deixe sim
Mas só se for
Pra ir ali
E pra voltar

Me deixe sim
Meu grão de amor
Mas nunca deixe
De me amar

Agora as noites são tão longas
No escuro eu penso em te encontrar
Me deixe só
Até a hora de voltar

Me esqueça sim
Pra não sofrer
Pra não chorar
Pra não sentir

Me esqueça sim
Que eu quero ver
Você tentar
Sem conseguir

A cama agora está tão fria
Ainda sinto seu calor
Me esqueça sim
Mas nunca esqueça o meu amor

É só você que vem
No meu cantar meu bem
É só pensar que vem
Láia laia

Me cobre mil telefonemas
Depois me cubra de paixão
Me pegue bem
Misture alma e coração