29 de jul. de 2009

Subi... na pedra mais alta!

Conforme prometido, vou contar o resto de minha viagem... chegando em MachuPicchu...

Dia 12 – Rumo ao ponto mais alto da viagem, acordamos às 3h da manhã (ninguém merece). De van, seguimos para Ollantaytambo, onde pegamos o famoso trem... com direito a chá de coca e tudo mais. A viagem de trem é linda... cênica! Beirando o rio Urubamba, subimos rumo a Águas Calientes. Nem sinal de MachuPicchu... nada... nem uma pequena ruína.
Chegando na cidade, minha decepção foi enorme... chuva... torrencial... como assim? Em julho não deveria chover em MachuPicchu... NÃO!!! Coloca capa de chuva, toma chuva, fica ridícula... fazer o que? Subimos... mais 40 minutos de ônibus... e ainda nenhum sinal da cidade das nuvens... MachuPicchu realmente se esconde... não foi à toa que os espanhóis não encontraram a cidade. Ainda bem!
Depois de algum tempo, a chuva cessou e o sol (o famoso sol) se fez presente... e MachuPicchu se abriu linda, aos nossos pés! A sensação é inexplicável, impressionante... tive vontade, de fato, de chorar... aquilo não existe... e se existe não foi feita por humanos... impossível.

A vista é simplesmente espetacular... logo que se entra no local... com o Huayna Picchu ao fundo... MachuPicchu é a enevoada cidade perdida dos incas, que fica no colo da famosa montanha ladeada pelo vale Urubamba... encoberta, escondida. Escapou de ser saqueada e destruída porque os espanhóis nunca a encontraram (entendo perfeitamente o porquê!) e o refinado trabalho dos incas ali continuou intacto, mesmo com o passar dos anos. Em 1911, o arqueólogo Hiram Bingham encontrou o local, com a ajuda de agricultores locais. Embora coberta pela selva havia séculos, Bingham quase caiu das pernas e descreveu aquela visão como surpreendente.
Entramos nas ruínas, depois de subir, descer, andar... e vimos um a um os templos e monumentos e toda aquela beleza e construção inexplicável... as construções foram feitas com extrema perícia: blocos de pedras encaixados com precisão, sem uso de argamassa ou qualquer outro tipo de cola. Um verdadeiro quebra-cabeça. Conhecemos a Praça Sagrada, as Três Ventanas, o Intihuatana, a Cabana do Guardião, as Fontes, a Rocha Funerária, o Templo do Condor... enfim... se eu fosse explicar cada um deles, daria para escrever posts para o ano inteiro... cada um tem uma história fantástica e uma construção fantástica... Mas o Templo do Sol é o mais sublime de MachuPicchu. Construído sobre uma grande rocha polida, suas paredes seguem uma curva natural. O muro em todo seu perímetro se inclina para dentro. É a única construção redonda da cidade. O local era um observatório de astronomia, no qual astrônomos incas conseguiam dados sobre os ciclos agrícolas pela posição das constelações e pelos solstícios... ou seja, pela forma como o sol entrava nas janelas, através do portão do sol... localizado a milhas e milhas dali, no alto de uma montanha... incrível... eles simplesmente sabiam o dia do ano por causa dessa construção.
Poderia contar muito mais... mas preciso continuar a viagem...

Dia 13 – rumamos para Puno... no caminho de nove horas de viagem, paramos em várias cidades... foi muito bacana... paramos em Andahuaylillas, em Raqchi, onde tem um sítio arqueológico, almoçamos em Sicuani, ao som de peruanos e suas flautas, paramos aos pés da Cordilheira dos Andes (olha a neve!) em La Raya e vimos um museu pré-inca em Pukara. Finalmente chegamos em Puno, onde jantei alpaca com bacon ao molho de mirtas (ou algo do tipo...). Cidade com um trânsito maluco...


Dia 14 – fomos navegar no Lago Titicaca, o lago mais alto do mundo, a 3.800 metros acima do nível do mar... lindo!

Primeira parada foram as Islas Uros. O povo Uros vive em ilhas flutuantes perto de Puno, que parecem imensos ninhos de palha, construídas pelo próprio povo Uros com totora... é como viver entre a água e o céu. Há mais de 40 ilhas feitas com camadas de totora sobre torrões de raízes. O povo nos recebe muito bem, com festa e música... e conhecemos suas casas, feitas de palha, mas com TV, e navegamos em seus barcos de totora... bacana...
A segunda parada foi a Isla Taquile... o azul profundo do lago é a imagem mais marcante dessa ilha, que me fez passar mal de tanto subir... aqui subimos mais do que em Ollantaytambo... 545 degraus, segundo soube... que puxa! Almoçamos nessa ilha e vimos danças típicas... cerca de 50 famílias quéchuas vivem ali, com crenças e costumes muito interessantes...
Voltamos para Cusco à noite... e enfrentamos a cilada dessa viagem... uma viagem péssima, com um entra e sai do ônibus em todas as cidades do caminho e, por fim, o furto da câmera do Émerson... triste, triste... perdemos muitas fotos lindas... quase todas as minhas...

Dia 15 – Em Cusco, depois de uma noite sem dormir, com idas à delegacia... fomos a dois museus da cidade e, à tarde, fizemos o City Tour... fomos ao museu Qoricancha, o mais bacana, depois Saqsayhuaman, o local onde tem as maiores pedras incas... mais de 350 toneladas de uma pedra que é perfeitamente encaixada em outra tão grande quanto. É um exemplo impressionante da arquitetura inca e tem uma vista linda da cidade de Cusco. O alinhamento das pedras é tão perfeito que nem uma fina faca pode passar pelas juntas... sem argamassa ou qualquer tipo de cola, lembram?


Depois conhecemos Q´enqo, onde tem uma pedra gelada, local em que eles mumificavam os corpos... e Pukapukara e Tambomachay, local que atesta a adoração dos incas pelas águas...

Dia 16 – Voltamos para Lima e fomos passear em Punta... eu queria chegar ao Pacífico... vi a praia de Lima, feita de pedras, sem areia... até o barulho das ondas se desmanchando nas pedras é diferente... e a água é gelada! Depois fomos para Miraflores, o bairro mais chique de Lima... parecia outra cidade... nossa... impressionante e suntuoso... fomos ao Parque Del Amor, com uma vista maravilhosa para a praia... e ao shopping Larcomar, que fica a céu aberto e subterrâneo... com uma vista fantástica do mar...
Última noite no Peru, fomos a uma baladinha em Barranco, o bairro boêmio... jantamos no Tio Mario (um prato enorme...) e fomos ao El Sargiento Pimenta, uma casa rock´n´roll que até parecia o Black Sheep... gostei demais... tomamos Cusqueña, lógico!

Dia 17 – Fomos ao zoológico... para mim, foi um programa meio PI... mas o Émerson, o biólogo, não poderia deixar de conhecer o zoológico de Lima... no final das contas, até que foi divertido... e voltamos fazer fotos em Miraflores...
Acabou!!!
Infelizmente...
Eu sentirei muitas saudades... com certeza!

Dia 18 – às 14h desembarquei no Aeroporto Internacional de Guarulhos... com uma bagagem de sensações gigante dentro de mim...

22 de jul. de 2009

Diário de viagem... dias e noites felizes no Peru

Não sei se terão paciência para ler, mas eu preciso registrar minhas aventuras nos altiplanos... então, óbvio, este post será dedicado à minha viagem inesquecível... Lima, Cusco, Puno... MachuPicchu! A viagem foi maravilhosa, a companhia foi fantástica (valeu, Émerson!). Voltei renovada!
Um dia... me resolvi por subir na pedra mais alta... e subi!

Dia 8, quarta-feira, pisei no Aeroporto Internacional de Guarulhos, encontrei Émerson e embarcamos para Buenos Aires, nossa primeira escala. Em Buenos Aires, madrugada adentro, tentei dormir, ouvindo ao fundo o castelhano... o português havia ficado para trás.

Dia 9, quinta-feira, desembarcamos em Lima e conheci nosso anfitrião... Walter... muito simpático.

Vimos que o trânsito de Lima é um caos... quase como na Índia. Me senti no túnel do tempo... os carros lá são antigos... Dae Woo, Belinas, Ladas, Chevettes... todos amassados... fomos ao Centro e nossa primeira visita foi... o Complexo San Francisco... pena que não pudemos fotografar... abrange a igreja, o convento, capelas e as catacumbas... a igreja fica sobre uma rede subterrânea interligada de túneis ou catacumbas, que eram usadas como cemitério no período colonial... vimos muitos ossos reais... bizarro...

Dia 10, sexta-feira... ainda em Lima, fomos conhecer o Museu Arqueológico Rafael Larco Herrera, com a arte inca e pré-inca... e separada da casa, fica a Sala Erótica, com vasos mostrando os hábitos sexuais dos antigos peruanos.
No mesmo dia, embarcamos para Cusco, o umbigo do mundo... linda! Uma cidade rústica, com ruas pequenas e de pedras, mas com agito e barzinhos por todos os lados... adorei! Mesmo com os arcos e fachadas espanholas, a cidade mostra ainda as bases incas...
Achamos que tínhamos chegado a Parada Gay dos altiplanos, porque vimos muitas bandeiras de arco-íris... mas não... descobrimos depois que essa é a bandeira de Cusco... uma bandeira dessas, numa cidade que se chama Cusco, num país que se chama Peru... é no mínimo irônico.
Saímos... fomos conhecer a noite Cusqueña... e eu conheci o famoso Pisco Sour... delícia! Rock´n´roll + Pisco...

Dia 11, sábado, Vale Sagrado...
Queríamos ter ido direto para MachuPicchu, mas não havia mais trem... então fizemos o Vale Sagrado, que foi muito bacana. Conhecemos as ruínas incas antes da cidade principal...



1ª parada – Pisac... foram as primeiras ruínas incas que vimos. Era uma cidade, com edifícios militares, residenciais e religiosos, com vários templos também, incluindo um cemitério inca. Também paramos no mercado da cidade, onde comi uma empanada feita numa panaderia muito interessante...


2ª parada – almoço em Urubamba...

3ª parada – Ollantaytambo – fiquei sem fôlego... é a cidade inca mais importante, depois de MachuPicchu. É descrita como uma cidade inca viva, porque ainda preserva a arquitetura e as antigas tradições. Esta cidade foi a maior vitória inca sobre os espanhóis. Para chegar ao topo, subimos uns 300 degraus... fiquei sem ar e quase sem coxa... mas valeu mesmo a pena!

4ª parada – Chinchero – a maior altitude que atingimos... 3.700 metros acima do nível do mar... mais ruínas e uma igreja... a invasão espanhola aparecendo...

Dia 12, domingo, o ponto alto da viagem... MachuPicchu... finalmente...
Mas estou vendo que este post está ficando grande demais... vou terminá-lo amanhã... voltem... porque vale a pena saber sobre MachuPicchu!

10 de jul. de 2009

Cheguei ao Pacifico!

Galera!!!
Estou em Lima... chegamos ontem (dia 9) e ja visitamos muitos lugares bacanas...
Hoje embarcamos, daqui a pouco, para Cuzco... o ponto alto da viagem. Vamos enfrentar a altitude de mais de 4 mil metros para conhecer Machu Picchu...
So passei aqui para deixar um alo... na volta, conto tudo para voces!

Ate!!!

1 de jul. de 2009

O destino costuma ser caprichoso


Queridos leitores

Eu juro que gostaria imensamente de estar escrevendo o post de hoje de algum ponto dos altiplanos bolivianos... atravessando a Bolívia de trem, rumo a Machu Picchu, como estava planejado. Mas não foi assim que aconteceu... tudo danou-se de última hora.

Aconteceram imprevistos e contratempos imprevisíveis e inadiáveis que nos obrigaram a mudar os planos. Ainda não sei se vou, mas acredito que sim... ou talvez não... tudo em minha vida é sempre uma surpresa.

Diz a lenda que tem que querer muito algo para que o Universo conspire e você realize o que deseja... o problema é que eu sempre desejo muito ao mesmo tempo... é a intensidade dentro de mim... total... pegando fogo...

Eu desejava imensamente essa viagem... mas me partia o coração saber que não estaria em São Paulo em um momento tão importante... que não veria um nascimento que é um pouquinho meu... aí... o Universo ouviu algum lado de meu cérebro – ou de meu coração – gritando mais alto... e deu-se o que deu... estou aqui... e hoje, daqui a pouco, vou presenciar o nascimento...

Tudo tem sempre um lado bom... óbvio que tem. Polyana já dizia...

Bem, como boa Wolverine que sou, chorei horrores, até meus olhos incharem o suficiente para eu poder me fantasiar de Simpsons, e voltei ao que eu realmente sou... nem sei direito quem, mas essa aqui... Wolverine... machucando e se recompondo... logo.

E, se alguém ainda não sabe, Michael Jackson morreu...


Eu gostava dele... gostava assim, como alguém que cresceu dançando “thriller” na frente da TV... e realmente ele foi um gênio... revolucionou a forma de vender música, recriou a linguagem dos videoclipes... e não importa a sua cor, as extravagâncias... é melhor vê-lo como o rei do pop que ele era... o cara era bom... era sim!

O que me dá nos nervos é essa avalanche sobre ele na mídia... até ele morrer, nem lembravam que ele existia... de repente, não se respira outra coisa... ah... e o álbum “Thriller” está custando R$ 125 na Saraiva... isso é que é oportunismo...

Eu dou notícias...

24 de jun. de 2009

O paraíso e a treva...



Tenho dois assuntos a tratar. Um deles é muito bacana... o outro é a treva.

Vou começar pelo bacana... minha viagem para Machu Picchu. Estou muito ansiosa, feliz e com frio na barriga... tudo ao mesmo tempo agora.

Passaporte está na mão... vacina tomada... apetrechos comprados...

Fui praticamente fazer a feira sábado. Na Decathlon comprei quase tudo de que precisava... mochila, tênis especial para caminhada em lugares estranhos (aliás, um tênis que não combina com nada, nem com os moletons, também horríveis... mas vambora), saco de dormir (para o frio do trem), roupa térmica, bolsinhas, lanterna... muita coisa... resultado: R$ 870...

Como eu sou uma pessoa que só tem em seu guarda-roupa roupas sociais e jeans, tive que gastar uma grana em roupa também... moletom, legging, blusas de frio, gorros, luvas, meias... resultado: R$ 400...

Aí, fui à farmácia... remédios, band-aid, gel para limpeza das mãos, protetor solar, repelente, protetor auricular... resultado: R$ 200...

Ir para Machu Picchu, uma aventura sem fim, sentir aquela cidade mágica... ver o que a ciência não consegue explicar... NÃO TEM PREÇO!

Segunda está chegando... aí embarco e não sei se conseguirei postar no blog nesses dias. Mas levo comigo meu bloquinho, onde vou relatar toda a aventura... e depois terei muito para contar. Aguardem!

Parece meio estranho que uma pessoa como eu, toda Patricinha de Beverly Hills, amante da moda, do conforto e da água quente, faça uma viagem dessas, usando um tênis marrom horroroso (porque esses tênis são todos marrons?!), calças de moletom que não têm a menor condição de ficarem bonitas em ninguém e gorros!!! Imaginem!!! Mas tenho que viver isso... está no meu espírito!



Bem, o outro assunto – a treva – é sobre o jornalismo, profissão que o Supremo Tribunal Federal derrubou semana passada... um retrocesso sem tamanho... para exemplificar o que sinto e o que penso, vou colocar aqui o texto que mandei para o grupo de discussões da turma de divulgação científica... se você já leu, eu perdoo que não leia de novo...

Como venho trabalhando há quase quatro anos escrevendo sobre Fisioterapia e Terapia Ocupacional, sinto-me hoje apta a exercer ambas as profissões... posso fazer manobras, recomendar terapias, diagnosticar, avaliar, enfim... eu posso tudo! Por outro lado, o salário dessa área não anda grande coisa, então acho que vou, assim como o colega Gadelho Neto, investir no Direito. Afinal, já revisei tanto texto jurídico e já assessorei os advogados do Conselho tantas vezes, que percebi que nem é tão complicado assim... é só usar meia dúzia de “No que pertine”, “Conforme o artigo blá blá blá”, recortar e colar trechos dos decanos do Direito e... tchan! Nasce um parecer, uma decisão ou uma defesa.

Deixando a ironia de lado (desculpem-me os fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais do Direito... foi só uma forma de ironizar a questão), é importante salientar que o jornalista é muito mais do que um ser que tem senso crítico, ética e capacidade de reflexão. Não vou ficar aqui relatando as atribuições da profissão, até porque nem tenho tempo para isso. Vou resumir... o jornalista faz o meio de campo. Sinto-me extremamente feliz e recompensada quando vejo que tanto pessoas simples, que muitas vezes mal são alfabetizadas, quanto pós-doutores leem os meus textos, entendem, refletem sobre ele, opinam, discordam, concordam... enfim, sentem... é como Master Card... não tem preço. Isso é ser jornalista!

Tenho muito prazer por ter tomado a frente de uma revista que era praticamente feita por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, excelentes profissionais, péssimos escritores, e ter feito uma revolução. Ninguém sequer abria essa revista. Não chamava a atenção, não atraía para a leitura. Toda edição trazia os mesmos temas batidos. Não inovava. Quando assumi, mudei lay-out, pautas, a forma de escrever, comecei a investir em grandes reportagens... a revista hoje é super elogiada. Isso é ser jornalista!

Concisão, agilidade, persuasão, atingir o público... isso é ser jornalista!

Escrever é fácil... Pablo Neruda já dizia... “você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as ideias.”

É fácil pescar algumas palavras difíceis no dicionário, como ademais, metiê, prolixo, entre tantas outras, e achar que escreve bonito. Bonito e não entendível para a grande massa não chega a lugar algum. Eu queria ver as redações abarrotadas de médicos, economistas, políticos, todos eles se entendo com uma grande reportagem, duas notícias, três notas. E mais... dead line chegando, editor estressado, fechamento madrugada adentro... campana em frente da delegacia porque alguém foi preso, ameaças porque alguém não “apareceu” na matéria... e eu também não falo de fora do metiê, dear... mas o meu metiê não foi somente o banco da faculdade... foi o bloquinho e a caneta em punho... e a faculdade me deu o background de que eu precisava. Depois, como acontece em todas as profissões, corri atrás da experiência, da prática.

E para quem não sabe, deixo aqui duas informações...

1ª) Nenhum jornalista quer tirar o lugar de não jornalistas das redações. Existem muitos ótimos antigos profissionais que não têm o canudo. Antigamente, aprendia-se a fazer jornalismo na raça, porque não existia faculdade. Esses já têm a experiência a seu favor. E que continuem onde estão. Quanto a escrever sobre assuntos específicos, para isso existem os articulistas e colunistas. Médicos, “computeiros”, ativistas podem e devem se manifestar, sim! Esse argumento de cercear a liberdade de expressão é ridículo.

2ª) Existem pessoas que têm o dom para a escrita – conheço algumas – que não frequentaram a faculdade de jornalismo. Mas isso não é argumento para se derrubar uma profissão.

Para finalizar quando vejo textos escritos por jornalistas e comparo com textos escritos por não jornalistas, tenho a certeza absoluta que não estou errada. Escrever, qualquer um escreve; cozinhar, qualquer um cozinha (aliás, minha avó faz quitutes maravilhosos); costurar, qualquer um costura... fazer a diferença é que são elas!

Por isso, não temo nada não. Eu faço a diferença! E estou certa de que meus colegas também fazem.

Agora, aplaudir o Gilmar coroa tudo isso, certo? “Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez. O Congresso [e o STF] continua a serviço de vocês”... e ainda tem gente que aplaude.

17 de jun. de 2009

É a treva! Mas nem tanto...

Pelo menos passou... mas não estou colocando tanta fé em mim assim... foi hoje... o famigerado teste de proficiência – Cambridge. É quase impossível... o teste em si é até realizável... com um bom conhecimento de inglês e um pouco de estudo... can be... mas o tempo é muuuuuiiiiiito curto. Quando você tem apenas 10 minutos ainda falta tanta coisa... aí, o jeito foi chutar... agora já foi... e, pelo menos, sei onde tenho que melhorar... a minha agilidade em pensar, responder, ler e fazer tudo em inglês... quickly!

O importante é que passou... e voltei à minha vida... afinal eu havia entrado numa espiral onde só via e respirava inglês e THE BOOK... mas isso é outra história...

Quero, na verdade, falar de algo bacana... muito bacana mesmo...

Minha amiga da pós, a Fabi, colocou no ar recentemente um blog muito bom... ESSA ATÉ DEUS DUVIDA (http://www.essaatedeusduvida.blogspot.com/). O blog é hilário... conta histórias de romances falidos... ou seja, histórias que seriam cômicas se não fossem trágicas. Vale a pena ler e vejam a história sobre o cara que dividiu a conta no primeiro encontro (que vergonha!), inclusive os centavos. É muito engraçada! Nem vou contar para não perder a graça. Me aguardem, porque eu vou contribuir muito com esse blog. Eu e minhas histórias de caras Psychs... mas nem todos são Psychs... tem um que, mesmo atrasado, é sempre adorável... e como ele consegue ser adorável...

Fora isso...

A grande novidade é que saio em férias dia 29... e férias de tudo... do trabalho, do celular, da net... inclusive do blog. Perdoem-me, mas é por uma boa causa... vou só dar um pulinho ali... em Machu Picchu.



É inacreditável! Se me dissessem há uns dois meses que eu estaria embarcando agora para Machu Picchu, eu realmente não acreditaria... como assim? Mas aconteceu... como muita coisa na minha vida... acontece assim de repente... mas foi tudo imaginado durante meses. Está lá, no meu mural, a foto... esperando acontecer... agora vou poder substituir o recorte da revista por uma foto tirada por mim... Arriba!!!

A partir de agora, entro numa nova espiral... os preparativos para a viagem... ainda tenho muito a preparar em tão pouco tempo... roupas, mochilão, vacinas, barras de cereal... no meio disso tudo, deixar o meu trabalho em ordem...

Mas já estou sentindo o gosto da liberdade na boca... e ninguém nem imagina o quanto eu ando precisando desse tempo... pra mim... para respirar longe da loucura... longe daquilo que é tão adorável e tão difícil deixar simplesmente ir... porque é adorável... eu me conheço... sei que no fim das contas estarei feliz, realizada... mas sentindo uma saudade enorme de tudo que faz parte de mim... e que não carregarei na bagagem...

Anyway... estarei contando os preparativos para essa jornada... aguardem!

Quando você deseja alguma coisa, o Universo conspira para que você realize seu desejo... alguns desejos são mais complicados... precisam de muita mentalização, muito querer... mas o Universo está trabalhando.

3 de jun. de 2009

Quem sabe quinzena que vem...


Talvez mês que vem... talvez nunca... quem sabe?

Vou ser breve hoje, porque estou de fato sem tempo... tempo? O que é isso mesmo?

Uma amiga minha (valeu Fabi!) me mostrou um site divertidíssimo... o Manual do Cafajeste... www.manualdocafajeste.com... No site, o tal cafajeste, mostra para nós, mulheres, como pensam os homens... ou seja, nós, mulheres, somos “lanchinhos”, ou algo pior...

Num primeiro momento, fiquei irritada com o jeito machista do cara escrever... quem ele pensa que é? Depois bateu a depressão... meu Deus, não há solução no universo masculino... realmente o cérebro deles só pensam em uma coisa... levar a mulher para a cama... mas depois comecei a rir e percebi que ele tem razão...

Realmente, a intenção do homem, do primeiro ao último encontro, é levar a mulher para a cama... cabe a ela pôr o limite. Se não põe, não adianta reclamar depois... e, cá entre nós, a mulherada tem se valorizado pouquíssimo, desde que uma total imbecil resolveu inventar o feminismo...

Fala sério... eu queria saber quem foi essa infeliz, mal-amada e provavelmente lésbica que resolveu queimar o sutiã sob o pseudo pretexto de valorizar e tornar a mulher independente... LOUCA!!!

Até concordo que foi legal conquistarmos o mercado de trabalho, temos uma certa independência... mas precisamos do homem sim... e temos que fingir que não precisamos...

Eu não mato uma barata nem que John Lennon desça dos céus e me implore... eu não troco o pneu do carro... olhe nossos músculos e olhe os dele... sem chance... e definitivamente eu não me contento com um vibrador... eu quero inteiro... com todos os braços, pelos e pernas que tenho direito e com cafuné e abraços dengosos ao final... a mentecapta que diz que não precisa de homem para viver precisa ser internada e fazer terapia até que se sinta insegura o suficiente para se jogar da ponte...

Quando a LOUCA aí de cima resolveu revolucionar a irmandade feminina, criou um problemão para nós... temos só deveres... e mais deveres... ter um currículo impecável, cursos, trabalho, cursos, salão de beleza (sim, porque ainda por cima temos que ser mais que bonitas, temos que ser capa da revista Nova), cursos, casa para cuidar, muitas vezes filhos para cuidar (produção independente, claro!)... cadê os homens no mundo? Das duas uma: viraram gays ou cafajestes! Criamos homens carentes, sem parâmetros de vida, sem vontade de conquistar mulher nenhuma (afinal, são todas umas piriguetes que só pensam na conta bancária do pretendente...).

Antes da LOUCA queimar o sutiã, o homem se esforçava para nos ter... e se deleitava todo com a recompensa...

Ah... isso sim era vida... é certo que estávamos vivendo na Matrix... mas e daí? Éramos felizes e tínhamos AMOR todinho maiúsculo...

Se eu cruzasse por aí com a mentecapta feminista que queimou o sutiã... juro que olharia bem nos olhos dela e perguntaria... valeu a pena tudo isso? Você é feliz? Agora se joga da ponte... LOUCA!!!

E eu nem queria escrever tanto assim...

Para finalizar... provérbios...

“Sabe como se chama aquele pedaço insensível localizado na base do pênis? Chama-se... homem.”

“Por que é tão difícil achar homens bonitos, sensíveis e carinhosos? Porque normalmente eles já têm namorados.”

“Homem é como orelhão. A cidade está cheia deles, só que 75% não funcionam e o restante está ocupado.”

“Qual a semelhança entre um homem e um espermatozóide? Ambos têm uma chance em um milhão de se tornarem um dia seres humanos.”

Mas continuo precisando deles... ah... sim!!!