20 de jun. de 2008

Mais um pôr-do-sol...



No último post falei dos pôres-do-sol de minha vida... e não é que presenciei um pôr-do-sol lindo, com um céu azulzinho, sem uma nuvem, em Brasília... pois é... a cidade onde reina a podridão daqueles políticos que não valem nada, é linda sim!!! E tem um povo muito simpático e solícito...


E foi justo nessa cidade, onde tem tanta corrupção, tanta gente suja... foi lá que presenciei uma das coisas mais emocionantes, mais justas, éticas e, para mim, intrigantes! Mas essa história, que testemunhei em Brasília, vou contar outro dia, porque merece um post especial... e preciso escrever com calma, lembrando de cada detalhe...


Por enquanto, fica o pôr-do-sol...


Remissão
Naquele dia fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia perdoado para sempre não sei de quê.
Mário Quintana


Ando sentindo muita saudade de mim... e de Brasília... e de Sorocaba... confusão!



9 de jun. de 2008

“Quero no escuro, como um cego tatear estrelas distraídas”

Especialmente para o meu leitor mais assíduo... estou de volta!
Assunto não falta... depois de passar tantos dias escrevendo sobre esporte, sem entender quase nada de esportes (confesso!!!), tive certeza de que jornalista consegue escrever sobre qualquer assunto, dominando-o ou não, desde que tenha planejamento e as fontes certas... nosso trabalho não é saber, mas sim descobrir quem sabe e organizar as informações de forma que qualquer pessoa também possa saber... viva!!!!



Tem algo que não sai da minha cabeça... o pôr-do-sol... ou melhor os pôres-do-sol... isso mesmo... porque o Sol é sempre o mesmo, mas eu me lembro de diversos crepúsculos na minha vida (ficou bonito isso...). O pôr-do-sol lindo em Floripa, na Av. Beira-Mar Norte... o pôr-do-sol na praia de Itanhaem... o pôr-do-sol que eu via do quintal da minha casa em Sorocaba... “a mesma e única casa, a casa onde eu sempre morei”...
Sempre gostei desses momentos... talvez porque seja o início da noite, meu horário favorito... ou porque simplesmente é bonito mesmo. Mas ainda não consigo entender um pôr-do-sol sozinha... acho que pôres-do-sol foram feitos para ser compartilhados... e essa chance ainda não tive... nossa, está muito calor... espero que chova!
Mas, mais do que tudo isso, os pôres-do-sol de minha vida têm um gosto de saudade, um gosto de infância, um gosto de família reunida em torno dos bolinhos de chuva da minha avó, em torno da janela que dá para a muralha da Mata Atlântica, em torno dos apitos do trem, da parede que nunca esfriava... tópico bucólico e saudosista...
Tive saudade de momentos de minha infância... ouvindo a música “Minha Casa”, do Zeca Baleiro... “Não quero ser triste / como um poeta que envelhece lendo Maiakovski na loja de conveniência / Não quero ser alegre / como um cão que sai a passear com o seu dono alegre sob o Sol de domingo / Nem quero ser estanque / como quem constrói estradas e não anda / Quero no escuro, como um cego tatear estrelas distraídas”
É o que eu quero também... tatear no escuro... sentir o cheiro, o gosto... os arrepios...

Ah... para finalizar do jeito que tem que ser... como falei muito em Mário Quintana, o querido poeta gaúcho, que misturava prosa e poesia... que escrevia sobre o cotidiano, sobre seu olhar... não poderia deixar de postar um poeminha dele aqui... não só o famoso “Todos esses que aí estão / Atravancando meu caminho. / Eles passarão... / Eu passarinho!”


A imagem e os espelhos

Jamais deves buscar a coisa em si, a qual depende tão-somente dos espelhos.
A coisa em si, nunca: a coisa em ti.
Um pintor, por exemplo, não pinta uma árvore: ele pinta-se uma árvore.
E um grande poeta – espécie de Rei Midas à sua maneira – um grande poeta, bem que ele poderia dizer:
- Tudo o que eu toco se transforma em mim.



E continuo afirmando... sempre... que “estranho seria se eu não me apaixonasse por você”.

18 de mai. de 2008

Eu sou Amelie Poulain

Um dos meus filmes preferidos - praticamente O PREFERIDO - é "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain", um filme francês, do diretor Jean-Pierre Jeunet. O filme... só assistindo mesmo... é único... toca fundo no sentimento das pessoas... vejam... e tirem suas próprias conclusões...


Inspirada pelo filme... há algum tempo, escrevi uma crônica (ou algo parecido)... e vou publicá-la hoje... dividi-las com os meus um ou dois leitores... brincadeira, porque eu sei que são muitos... então... lá vai...





Eu sou Amelie Poulain
Com a mesma solidão e a mesma blusa de lã
Esperando pelo 30 de agosto

1° de janeiro de 1978... 2:40:58... o país comemora a passagem do ano... 92% da população estão embriagadas... um pernilongo pousa na perna de uma senhora que tenta dormir... no mesmo segundo, o vento sopra forte, fazendo os cabelos dos convidados balançarem num ritmo mágico que encanta a dança, sem que ninguém note... neste instante, uma pessoa tem um ataque cardíaco na Santa Casa de São Paulo e falece... neste mesmo momento um espermatozóide de cromossomo X destaca-se do pelotão e alcança o óvulo... nove meses depois, eu nasci...

Com os mesmos amigos imaginários... brincando sozinha e fazendo caretas para ninguém... sempre sorrindo... empurrando fileiras de dominós... gostando de lupas, de ver as coisas maiores de que elas eram... achando intrigante tirar sons da taça de cristal... ou o barulho quando chupamos o final do leite no canudinho... o barulho do mar dentro da concha... esfregando cola na mão e tirando como se fosse pele descascada... gostando de serpentina mais do que de confete, mas não sabendo jogar...

Não gostando – até hoje – que desconhecidos me toquem... nem por coincidência...

Inventando doenças imaginárias só para chamar a atenção...

O mundo parecia tão monótono, que preferia sonhar até ter idade para partir... parti...

Nos fins de semana pegando o Prata ou o Cometa para ver a família...

Às vezes indo ao cinema... observando as pessoas... gostando de ouvir uma música que nunca havia ouvido e sentir o arrepio do novo... gostando do cheiro de lençóis limpos... gostando de observar o pescoço das pessoas... gostando de dias de chuva... de passear na chuva... mas não gostando de ir trabalhar em dias chuvosos

Dormindo sozinha no meio da cama... acordando com idéias às 4 da manhã... anotando devaneios no caderno reciclado...

Gostando de arte e não entendendo nada dela... talvez diferente demais dos outros.

Volta e meia voltando ao passado nostálgica... cabendo a infância num filme de oito minutos, ouvindo when you were young...

Volta e meia a vida parece em harmonia perfeita... os cheiros, o vento no rosto, as palavras certas...

Volta e meia, tudo desmorona em lágrimas e Lady Murphy me visita

Imaginando uma relação com alguém distante, fora do quadro, mas que eu sinto que são parecidos para desperdiçarem essa dádiva que têm

Tentando ser justa com outros, acabar com as injustiças do mundo e sempre sendo injusta comigo mesma...

Não encarando a realidade, não ligando quando deveria ligar, não buscando respostas simples...

Torcendo para o meu 28 de setembro chegar...
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Recomendo o blog do Bruno Mazzeo... ele é ótimo! O link está aí do lado... visitem, porque vale a pena! E vejam o programa dele, o Cilada... no Multishow... ou aluguem, porque já tem em DVD...
E recomendo o post abaixo também... leiam minha indignação latente!!!!
Beijos...

7 de mai. de 2008

Is it just me or is the world fed up?


Não sei se eu enlouqueci ou o mundo está mesmo um lugar estranho de se viver... ou seria São Paulo? Ou seria o norte e nordeste do Brasil?

Não... de forma alguma tenho algum preconceito contra os nortistas e nordestinos desse país... mas quando vejo notícias, como a manchete de hoje dos jornais, em que o “coronel” acusado (e condenado!) pela morte da freira missionária Dorothy Stang, no Pará, foi absolvido (como assim? Será que li direito? Absolvido?), me sinto no feudalismo... na escravidão... não... não me sinto em lugar nenhum desse planeta... me sinto no inferno...

Como pode o coronelismo, a impunidade, a falta de justiça ainda imperarem em mais da metade desse país? E o pior é que esses mesmos coronéis apontam armas na cabeça de seus “comandados” para que eles votem no deputado, senador, vereador que também vai ser comandado por eles... é um círculo vicioso eterno... é o voto de cabresto que nunca tem fim... COMO vamos tirar esse país desse círculo com essa porcaria de justiça que ainda se faz na boca do revólver?

E não precisamos ir tão longe não... olha o Rio de Janeiro como está... a justiça lá se faz na boca de fumo... os traficantes comandam a vida das pessoas... e eles brotam como feijão no algodão... saem da terra como zumbis... sem falar na dengue...

Em São Paulo está melhor??? Será que preciso comentar???

Em São Paulo impera outro tipo de baixaria... a baixaria da falta de respeito... nunca vi cidade onde se vive tanta gente mal-educada por metro quadrado... e olha que eu gosto de São Paulo... sempre assisto ao CQC, na Band... no quadro Proteste Já eles mostram situações que causam embrulho no estômago... motoristas que não respeitam sinal fechado, imagine se vão respeitar pedestres... donos de cães passeando com seu animalzinho sem recolher a caca produzida por eles... e existem leis que obrigam as pessoas a serem educadas... ENTÃO POR QUE ELAS NÃO SÃO????

Além disso, tem o metrô... ah... o metrô... alguém deveria avisar as pessoa que usam o metrô que é uma lei da Física que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço... ou seja, eu preciso sair para que outro entre... mas na maioria das vezes sou quase amassada, jogada no chão, pisoteada por uma manada de... seres humanos! Sem falar no povo que estaciona na porta... francamente...

Quando vejo essas pessoas, quando vejo esses políticos, quando vejo essa justiça nojenta do Pará... não consigo acreditar que somos feitos da mesma matéria... que somos filhos do mesmo Pai... que somos todos dotados de capacidade de pensar (aprendi isso na escola... mas acho que a professora errou, porque era isso que nos diferenciava dos demais animais)...

Eu não!!! Eu não posso ser feita da mesma matéria que foram feitos George W. Bush, Alexandre Nardoni, Vitalmiro, guardadores de carro (eles também brotam de toda parte!!!), Mercadante, Lula (por que partiu meu coração???), Mulher Melancia (e compositores da música “Créu”, se é que se pode chamar isso de compositor... e aquilo de música), usuários do metrô (não todos...), motoristas que dirigem como se a rua fosse só deles........ (também não sou descendente de macacos... você já olhou bem um chimpanzé??? Impossível! Darwin deve ter convivido com gente muito feia para chegar a essa conclusão...)

Shakespeare dizia que “nós somos feitos da mesma matéria que nossos sonhos”... que merda de sonho esse povo aí de cima sonhou então...

Que os sonhos de vocês sejam grandes, bonitos e iluminados... para que a gente possa povoar esse mundo de um jeito mais decente... quem sabe? Pelo menos a minha parte vou fazer... como o beija-flor que tenta apagar o incêndio na floresta...

23 de abr. de 2008

Como eliminar 5,5 Kg, recuperar a auto-estima e se sentir o máximo em 40 dias

Gente! Eu consegui! Eu provei pra mim mesma que era possível chegar onde eu queria sem neura, sem sacrifício... e estou me sentindo tão bem como não me sentia há muito tempo... estou me sentindo como Betty Boop... poderosa!

É simples: o segredo é se reeducar mesmo! E, lógico, visualizar o seu corpo como você gostaria que ele estivesse... esse negócio de se reeducar parece papo de endocrinologista... mas funciona!

O primeiro passo foi decidir! Eu decidi no Reveillon... foi uma das mais fortes resoluções de final de ano que já fiz... uma das não... foi A resolução mais forte, porque nunca cumpri todas as outras... que vergonha!

Entrei em janeiro de 2008 comendo melhor, freqüentando regularmente a academia e... comendo quilos e quilos de chocolate... essa foi a parte mais difícil... acabar com o meu desenfreado, compulsivo, incontrolável desejo pelo cacau...

Vamos voltar à alimentação natural... cortei frituras, cortei doces, salgadinhos fora de hora, açúcar no café... aliás cortei o café (já não era sem tempo, afinal ele só me faz mal...), tudo isso na boa... sem sofrimento...

Mas nada do ponteiro da balança descer... ficava lá... martelando o mesmo lugar...

Em fevereiro, fui radical! Cortei dois amores... primeiro o chocolate! Quase cortei os pulsos... enchi minha gaveta de bombom, alpino, suflair, cacau show... mas prometi não comer por 40 dias... só olhava para eles... desejava em silêncio...

Meu outro amor cortado foi a bebida... não, galera, não sou alcoólatra... mas balada é com bebida... foi difícil sobreviver a um show do Iron Maiden cover tomando água... que falta me fez a tequila, o Jack Daniels com água de côco... o rum... até porque foi o pior show da minha vida... sem teor alcoólico, foi o fim!!!

Mas passaram-se 40 dias! E lá se foram 5,5 Kg!!!!!! Roupas largas, passei a usar dois manequins abaixo... sensação maravilhosa! Vale a pena! Além disso, com a minha alimentação super saudável, não tive mais problemas indesejáveis de saúde, como estômago, intestino e coisas afim...

Não é fácil, mas a sensação ao final do processo é de vitória! Estou me sentindo ótima!

E agora, quase dois meses depois, continuo mantendo a forma... vou a academia, continuo me alimentando bem... mas faço minhas exceções... como meu chocolate, sem exageros, bebo minha tequila (arriba!!!), curto um churrasco no final de semana... tudo sob controle!

Parece chato, entediante, sacrificado? Pois eu digo que isso é vida! Agora sinto muito prazer em cada momento que vivo!

Ah... e nada de ficar magrela pele e osso... continuo com todas as minhas curvas, mas muito bem distribuídas!!!

E para não perder o costume, vou deixar um trecho de uma música que não tem saído da minha cabeça ultimamente... é “Equalize”, da Pitty...

“Até parece que você já tinha o meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar (...)
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é”

P.S. – Quero deixar um beijão para minha prima de coração Sté!!! Adoro você, linda!!! E adoro bater papo com você! Nossos corações vão se acalmar um dia... ou não... mas quem quer saber de calma, né?! Queremos mais é que ele bata descompassado mesmo!!! Beijo!!!

2 de abr. de 2008

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você...


Estranho seria se essa frase não resumisse tudo! Nando Reis consegue dizer tudo em poucas palavras... em uma frase resumir o sentimento de todo o ser...


“Não sei se o mundo é bão, mas ele ficou melhor desde que você chegou... e explicou o mundo pra mim”


E Nando Reis conseguiu descrever meu sentimento ÚNICO... pelo ÚNICO...
ÚNICO porque é a única pessoa que eu conheci até hoje (e não é exagero meu) que eu consigo passar toda a madrugada, entrar a manhã, varar o dia... e jamais cansar de simplesmente conversar...


“Não vejo a hora de te encontrar e continuar aquela conversa que não terminamos ontem... ficou pra hoje...”


ÚNICO porque ele me explica, me resume, me ensina, me mostra tudo que há de belo e bom pra saber... ele explica o mundo...
ÚNICO porque não se entrega a qualquer pessoa... e, assim como eu, espera alguém que vai fazê-lo varar a madrugada simplesmente conversando...


“E se você puder me olhar... se você quiser me achar... e se você trouxer o seu lar... eu vou cuidar, eu cuidarei dele... eu vou cuidar do seu jardim...”


ÚNICO porque tem incertezas, porque desafia o Universo, porque busca respostas... e aprende com seus porquês...
ÚNICO porque sempre deixa senões... sempre deixa incertezas...


“Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava...”


ÚNICO porque é inteligente, culto, observador... mas não se vangloria de nada disso, não se põe acima de ninguém... aliás, tenho cá pra mim que ele nem percebe o quanto é privilegiado pela sabedoria que tem...
ÚNICO porque eu busco alguém como ele... ele... ou parecido... semelhante... pode ser igual?


“Passo as tarde pensando, faço as pazes tentando te telefonar... cartazes te procurando, aeronaves seguem pousando, sem você desembarcar”


ÚNICO porque a terra avisto em você... a terra, o céu, e todo o resto... os céus se misturam com a terra... sempre...
ÚNICO porque eu sou ÚNICA pra ele...

Nossos caminhos são paralelos... mas não divergentes...
E paralelas, de vez em quando, se cruzam em Belém do Pará, não é?!
Mas esse é outro músico... para outro dia...

“Estranho é gostar tanto do seu All Star azul...” (música All Star, do Nando Reis... entre outras do Nando Reis... como... Espatódea, Os Cegos do Castelo, Por onde andei, Luz dos Olhos...)

16 de mar. de 2008

Clarice fala por mim...

Oi pessoal...

Voltei! Demorei para escrever aqui (que vergonha!!!!)... mas estava em processo eleitoral no meu trabalho e deu muito trabalho! Mas vamos deixar isso de lado...

Quero falar de Clarice Lispector...


Apesar de ter nascido na Ucrânia, Clarice foi a grande escritora brasileira do século passado, e ouso dizer de todos tempos, de todo o mundo... Para mim, ela é muito mais... ela fala por mim, ela manifesta meus pensamentos, sentimentos, sensações... desculpe-me Clarice se tenho essa pretensão.

Jornalista, uma mulher a frente do seu tempo, ousada, misteriosa (inclusive para ela mesma), impulsiva... escritora... não intelectual... apaixonada pela palavra escrita...

Sou mesmo fã dessa mulher... e de tempos em tempos vou publicar alguma coisa dela aqui, combinado?!

Então, lá vai...



“Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.”



Esse texto não foi publicado em nenhum livro de Clarice... ele foi encontrado (um rascunho) depois de sua morte...
Grandes beijos...