
Quando era mais nova, bem mais nova, com 13, 14, 15 anos, adorava ir para o clube e pular carnaval. Gostava, especialmente, das marchinhas... “olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é...”.
Gosto de marchinhas por causa dessa minha veia histórica, que corre, pulsa e faz bater tudo mais forte dentro de mim... marchinhas de carnaval são história também...
Mas quando começaram a aparecer os “tchans”, axés e pagodes, perdi a vontade de ir para os clubes... e comecei a achar Carnaval um porre. Nunca mais tentei...
Alguns anos atrás, saí em um bloco de carnaval em Mongaguá. Ok... Mongaguá não é parâmetro... de qualquer modo, fui... realmente, não é a minha praia. Não tenho mais saco, nem disposição, nem vontade de ficar empaçocada no meio de um monte de gente mal educada, bêbada, nojenta e ainda agüentar axé... decidi que Carnaval em Salvador, JAMAIS!... Aliás, não nasci para pular em cima do xixi dos outros... ECA!
Ultimamente, encontrei meu lugar no Carnaval. Enquanto ainda não posso passar o Carnaval no berço dele, onde tudo é mais lindo, ou seja, em Veneza, vou passando por aqui, curtindo o bom e velho Carnarock!
Não deixei de gostar de samba, das marchinhas... por isso, amanhã vou pular carnaval em um clube tradicional de Sorocaba... vou tentar reencontrar as marchinhas... depois conto para vocês como foi...
Hoje... vou para o rock´n´roll!!! Curtir com os meus amigos, sem muvuca, sem xixi no chão...
Amigos... Jack Daniels com água de coco... Maria Madame... e muita alegria sempre!
“Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval”...



