15 de fev. de 2010

Viveeeeerrrr e não ter a vergonha de ser feliz...


Quando era mais nova, bem mais nova, com 13, 14, 15 anos, adorava ir para o clube e pular carnaval. Gostava, especialmente, das marchinhas... “olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é...”.

Gosto de marchinhas por causa dessa minha veia histórica, que corre, pulsa e faz bater tudo mais forte dentro de mim... marchinhas de carnaval são história também...

Mas quando começaram a aparecer os “tchans”, axés e pagodes, perdi a vontade de ir para os clubes... e comecei a achar Carnaval um porre. Nunca mais tentei...

Alguns anos atrás, saí em um bloco de carnaval em Mongaguá. Ok... Mongaguá não é parâmetro... de qualquer modo, fui... realmente, não é a minha praia. Não tenho mais saco, nem disposição, nem vontade de ficar empaçocada no meio de um monte de gente mal educada, bêbada, nojenta e ainda agüentar axé... decidi que Carnaval em Salvador, JAMAIS!... Aliás, não nasci para pular em cima do xixi dos outros... ECA!

Ultimamente, encontrei meu lugar no Carnaval. Enquanto ainda não posso passar o Carnaval no berço dele, onde tudo é mais lindo, ou seja, em Veneza, vou passando por aqui, curtindo o bom e velho Carnarock!

Não deixei de gostar de samba, das marchinhas... por isso, amanhã vou pular carnaval em um clube tradicional de Sorocaba... vou tentar reencontrar as marchinhas... depois conto para vocês como foi...

Hoje... vou para o rock´n´roll!!! Curtir com os meus amigos, sem muvuca, sem xixi no chão...

Amigos... Jack Daniels com água de coco... Maria Madame... e muita alegria sempre!


“Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval”...

7 de fev. de 2010

Se eu pudesse ter mais de 24 horas por dia...


Hoje abri o meu armário e dei de cara com meus livros... todos eles me cobrando um afago, uma olhadela, uma folheada... todos eles carentes de mim... e me senti culpada e saudosa...

Saudosa dos dias em que eu conseguia ler... devorar meus livros um a um, com intensidade, amor e prazer...

E eles continuaram me olhando... muitos já degustados e rabiscados (sim, eu tenho essa mania!), outros apenas folheados, lidos em algumas partes, como os de poesia, que abro e folheio em momentos próprios, quando preciso de injeções fortes de Mário Quintana, meu grande amor ao lado de Chico Buarque, ou de Clarice... ou de Drummond...e alguns estão intocados, para minha total tristeza e lamento.

Já tentei fazer promessa... não vou comprar mais nenhum livro enquanto não ler TODOS que estão comprados. Mas não resisto a uma livraria, não resisto ao folhear das páginas e... pronto, já estou no caixa!

Consigo parar de comer chocolate (essa promessa eu cumpri... está certo que foi só um mês), consigo ficar sem TV, consigo ficar sem beber (também já cumpri esse desígnio... foram três meses sem beber!)... mas ficar sem livraria, sem livros, sem comprar um livro... aí já é pedir demais!

Mas preciso arrumar tempo para eles... para me envolver nos braços de cada um deles e partilhar de suas sabedorias...

Tempo... eita assunto que me ronda 24 horas por dia... eu quero mais... quero 32 horas, quero não precisar dormir, quero poder fazer tudo e muito mais. Mas o tempo, esse velho amigo, não quer saber de paz e sossego... ele corre veloz e, quando vejo, já é meia-noite, já é o dia seguinte, já é fevereiro, já é carnaval... já são as águas de março por todo o verão...

E eu acabo acompanhando essa corrida veloz, esquecendo-me de olhar para os meus queridos... ali, sozinhos, na prateleira do armário... sempre esperando por mim.

E já que falei de Mário Quintana...

O que o vento não levou

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas
que o vento não conseguiu levar:

um estribilho antigo
um carinho no momento preciso
o folhear de um livro de poemas
o cheiro que tinha um dia o próprio vento...

31 de jan. de 2010

I gotta feeling uh, uh... that tonight´s gonna be a good night


Nossa... voltei! Depois de tanto tempo, desde outubro... I´m sorry!

Explico: estava realmente fora do ar... trabalhando muito, muito mesmo, como nunca antes visto na história da Francine... e usando qualquer tempo livre para simplesmente fazer nada... não deixei somente o blog de lado... deixei minhas leituras de lado, minhas músicas, meus filmes, minha família, minha vida toda...

Mas voltei... e pretendo ser mais organizada e não deixar esse blog fora do ar por tanto tempo...

Primeiramente, feliz 2010! Nem acredito que não fiz meu clássico post de Resoluções para 2010... apesar de que muitas das resoluções de 2009 se perpetuam em 2010... eita!

Faz parte dessa lista... cursar o mestrado, comprar meu apê, emagrecer (porque ser magra nunca é demais...), ser mais disciplinada e fazer tudo que tenho pra fazer em 24 horas por dia... pra que dormir?

Bem... quero abrir esse recomeço falando de minha viagem de férias... agorinha, em janeiro, estive em Santa Catarina... Balneário Camboriú e Florianópolis...

Puxa... se existe paraíso, ele está lá! Sem querer ser preconceituosa com nenhum outro Estado brasileiro, mas Santa Catarina reúne tudo que há de mais bonito, simpático, prazeroso, gostoso num só lugar. Tem seu lado histórico, que eu amo, e tem suas belas, maravilhosas praias... tem também um povo educado, bonito, acolhedor, simpático...

Não vou contar em detalhes tudo que rolou durante a viagem, porque uma semana de viagem tem muita história... mas posso dizer que foram dias ensolarados (sim, quase sem chuva!), enquanto chovia torrencialmente no sudeste – infelizmente! – lá fazia dias e noites lindos!

Praia Mole... este é o lugar... mais precisamente o Barraco da Mole... com a famosa Sunset que rola até o sol desaparecer... DJ, gente bonita, caipirinha de morango, som contagiante... o que eu posso querer mais?... Quero Praia Mole todos os dias!!!

E curtimos uma balada deliciosa na Confraria das Artes, na Lagoa da Conceição... um lugar lindo, com gente linda e drinks deliciosos... bom demais!

Vou deixar algumas fotos, com muita saudade de um lugar lindo por natureza, onde eu moraria fácil...





Mas, confesso, quando pisei em São Paulo, na volta, estava sentindo falta dessa paulicéia desvairada, que fazia aniversário no dia que voltei e que é a cidade que escolhi para ser minha...

No entanto, antes de me tornar dura demais, ainda me mudo para Floripa... e viro uma verdadeira “manezinha da ilha”...

P.S. – volto a escrever toda semana... todos os domingos, dessa vez... combinado?

8 de out. de 2009

O Diabo veste VR


E eu tenho trabalhado para ele...

Tenho me sentido como a Andy, assessora (na verdade, jornalista!) de Miranda Priestly, editora-chefe da revista Runway, no filme O Diário Veste Prada.
Miranda é ícone naquilo que faz... ninguém é melhor do que ela. Tem uma legião de fãs, de puxa-sacos e de pessoas ao seu redor se desdobrando em mil para fazer o melhor trabalho... sem conseguir jamais, lógico!
Andy começa a trabalhar pra ela e enlouquece... zilhões de coisas para fazer, tudo ao mesmo tempo agora, e nada nunca está bom o suficiente... mas ela vai, aos poucos, conquistando a confiança e, de certo modo, a admiração da chefe diabo...
No entanto, enquanto isso... Andy muda, se transforma numa mulher muito mais bonita, interessante e vai, ao mesmo tempo, perdendo a sua própria vida, vai se transformando numa máquina de trabalhar, workholic... respirando e vivendo o trabalho... esquecendo-se de viver somente...
Às vezes fico me perguntando se estou ficando assim... e estou... esquecendo de mim mesma... perdendo aulas, deixando de escrever minhas crônicas, deixando de estar com pessoas queridas, deixando de estudar, de fazer os testes que queria fazer, de fazer o mestrado... adiando sonhos, adiando idas ao cinema, ao teatro, ao museu... deixando de festejar... mas isso aqui está triste... e eu não estou triste... só estou me questionando.
E ficando sempre dividida... libriana... dividida entre coração e coração...
E pode ser bom... questionar, mudar, reverter situações... ou usar a própria situação para ser mais, aprender mais... só não quero mais perder tempo...
E quem sabe o diabo, assim como Miranda, nem seja tão diabo assim... seja apenas uma pessoa que precisa correr atrás felicidade... que não está tão ali... e para isso, afeta quem está...
De repente, bastam alguns chacoalhões...

23 de set. de 2009

Sol em Libra... que venha minha primavera mais feliz!


Pisei em Libra. O Sol entrou no meu signo e saio do meu inferno astral... que venha!
Aí me perguntam como é um libriano... libriano é todo coração, é todo charme, é todo justiça, é todo sentimento...
Libriano preza a elegância... e, por ser assim, acaba sendo muito exigente, consigo mesmo e com o outros. E derrete corações... e se deixa derreter...
É impulsivo, teimoso, indeciso... mas quando decide, saia de perto, porque é aquilo e ponto final... custe o que custar... mesmo que seja uma sandália maravilhosa da Arezzo que, dessa vez, você sabe bem que quer, e qual quer... e custa uns R$ 300... nem é tanto, é? Brincadeira... mas um libriano é assim...
Regido por Vênus – as mulheres são de lá, certo? Por isso, somos charmosos, elegantes, sensuais, graciosos e bem humorados... e humildes, claro.
Enfim... sou um deles... sou um libriano.
Sou apaixonada... apaixonada pelo ser humano, por quem eu sou, por pele, pelas alegrias, tristezas, montanhas-russas... vida, enfim...
Quero estar aqui, bem onde estou, buscando sorrisos, enigmáticos ou não, amando, errando, pecando, perdoando, sendo perdoada, seguindo, buscando, sendo e querendo... querendo sempre... e fazendo valer a pena cada segundo.

“Prometo te querer

Até o amor cair

Doente, doente...

Prefiro, então, partir

A tempo de poder

A gente se desvencilhar da gente.
Depois de te perder,

Te encontro, com certeza,

Talvez num tempo da delicadeza,

Onde não diremos nada;

Nada aconteceu.

Apenas seguirei

Como encantado ao lado teu.”
Chico Buarque

16 de set. de 2009

Saudade... que dor e delícia é essa?


Existem tipos diferentes de dor... a dor física – dói também... sabe aquela batidinha leve no cotovelo, que nem parecia que iria doer tanto, mas parece uma cirurgia de cérebro sem anestesia? Essa é a dor física...

Mas pior do que a dor física é a dor emocional... por exemplo, a dor da saudade... pode ser saudade de um tempo, da infância, da família que está longe, de colo de mãe, de bolinho de chuva, do cheiro de terra molhada, da lua cheia e de um céu estrelado... mas dói muito... mais do que a topada no cotovelo, a dor da ausência de alguém que não deveria estar ausente...

É saudade da pele, do cheiro, do gosto... saudade da presença, mesmo estando logo ali... saudade de borboletas, saudade de campainha... eram dias sem ver, mas sabia que cedo ou tarde estaria ali... cedo ou tarde os trens subiriam os trilhos novamente e o eixo da Terra voltaria para o lugar certo. Sabia que o sentimento continuava ali... e continua... mas agora resta a saudade, não consentida... de algo que se vai para deixar um vazio no lugar... e não se sabe como preenchê-lo.

Saudade é não saber... não saber quando o sentimento vai voltar para dentro de você... é não saber quando a felicidade vai pegar a sua mão de novo e fazê-la voar... é não ter certezas... é não saber o que fazer com o que você é... com o que sente e vem tão forte e fundo e soa tão bom... Saudade... é não saber o que fazer com as lágrimas, com as músicas, com o quarto, que era tão pequeno e agora não acaba mais... com o pensamento...

Clarice Lispector, em toda sua grandeza e sabedoria, já dizia que “saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda (...)”. É isso...

E então nada fica mais forte do que nosso desejo... na luta entre o cérebro e o coração, em mim o coração ganha de lavada...

Está tudo planejado dentro de você... tudo acertado... apesar da saudade... a cabeça já sabe o que dizer e fazer... mas aí... aparecem as borboletas... assim de repente... entram pela porta da frente, preenchem o vazio e adeus planejamento. Os neurônios desligam completamente... e você só fica inebriada com um único gosto...

Derrete-se, consome-se, entrega-se... e ganha um sorriso enigmático nos lábios e um dia mais e mais feliz... não... eu não quero ter as rédeas de nada... eu quero mesmo é ser feliz... e não sentir tanta saudade...

E espero que um dia ninguém me julgue por ter feito tudo, tudo, tudo com o coração...

Remissão
Naquele dia fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia perdoada para sempre não sei de quê.
Mário Quintana

10 de set. de 2009

Expectativa...

... é quando você se abre toda... uma vontade, um bem-querer, um todo, completo, se apossa de você... você quer... e muito... e vem a água fria...

Como pode sentimentos tão divergentes, diversos, distintos habitarem o mesmo coração?
Eu pensei que tudo já estava acertado dentro de mim... mas não estava... e quando saiu, eu chorei... e me agarrei a um abraço que não teve fim... pelo menos dentro de mim... comecei um ritual... e dói também...
E torna-se um souvenir, uma lembrança de uma época bonita que foi vivida... que passa a ter um valor inestimável... passa a fazer parte de nós...
E abrir mão de algo que nos é tão caro, que se entranhou em nós e que só com muito esforço é possível libertar... dói também...
É uma dor quase imperceptível... mas nos confunde... e de repente vem a tona... porque o que se vai é aquilo que nos justifica como seres humanos, que nos coloca dentro das estatísticas... eu amo, logo existo...
É dizer adeus a si mesmo...
Eu ando mesmo à flor da pele... e minha pele tem sim o fogo do juízo final...
Tomei decisões, e doeu também. Achei que estava preparada, mas não estava... ainda está em mim...
Tentava decidir o meu destino, mas eu sabia que ele já estava traçado. Era como jogar uma moeda para cima e vê-la cair sempre do mesmo lado, como apostar numa roleta viciada que sempre cai no mesmo número. Eu nem joguei e perdi... e apostaram todas as fichas...
Mas não imaginei que seria assim... imaginei a intensidade, o beijo doce, nossas peles, a sina de cinema, a manhã mais bonita, a pedra mais alta... imaginei uma vontade, um desejo... um esforço... imaginei alegria, borboletas, que talvez não voltem, ou não sejam mais tão coloridas... mas eu imaginei...
Imaginei um sorriso, um abraço, um retorno de mim mesma... que entre tudo que está errado... eu fosse o mais certo...
... mas talvez tenha imaginado demais e sozinha...
... às vezes me preservo... normalmente me suicido...