05/02/2012

Eu quero morar em Floripa!

PRAIA MOLE

Vixe! Nem tenho mais desculpas pela minha ausência... só posso garantir que escrever a dissertação faz com que todo, mas todo mesmo, tempo livre seja dedicado a prazerosa façanha de ver sua obra tomando forma...

Mas enfim... minha dissertação terá um post especial mais pra frente.

Hoje quero falar de Florianópolis - Ilha de Santa Catarina, Floripa...

No meio do turbilhão que estava meu começo de ano, e não falo só do mestrado porque essa é a parte muito boa da correria, apareceu essa folguinha e Deus me abençoou com esse paraíso na Terra: Floripa caiu como água limpa banhando uma pessoa suja de lama. Renovei tudo dentro de mim!

Meu projeto de vida é morar lá. Ainda tenho um pit stop para fazer em Belo Horizonte, talvez em Brasília também, e depois Floripa é meu destino.

A cidade é fantástica! Tem toda a infraestrutura de uma cidade grande - é uma capital, né?! - mas conserva a simplicidade e pureza das belezas naturais. Conserva mesmo! A cidade, as praias, apesar dos turistas, é limpa, naturalmente limpa!

E uma das coisas que mais me encantam lá é a gentileza e simpatia do povo da ilha... sempre sorridentes! O total oposto do paulistano! Tá, eu adoro São Paulo e tem muito paulistano bacana espalhado por aí, mas vamos combinar que gentileza não é o nosso forte. Infelizmente!

A simpatia natural dos manezinhos da ilha é tão contagiante que me repensei como ser humano. A gentileza e respeito que desejo todos os dias na pauliceia desvairada tem que começar em mim. Ops! Eu estou falhando também...

Parei! Voltei de Floripa trazendo só coisas boas dentro de mim! Que bem imenso que essa cidade faz!!!



BARRA DA LAGOA


JOAQUINA




JOHN BULL


A FAMOSA FIGUEIRA


LAGOA DA CONCEIÇÃO


PRAIA MORRO DAS PEDRAS


PRAIA DA ARMAÇÃO


PRAIA DO MATADEIRO


PRAINHA

31/12/2011

Enfim... fim para 2011!


Enfim, acabou 2011! E não é que está chovendo? Para limpar o ano que está acabando, certo?

Que venha então 2012! Que venha e traga muito amor e muitos momentos alegres... que eu possa colocar a mão, finalmente, no título de mestre em comunicação. Mas, acima de tudo, que as pessoas possam se olhar no espelho e não se envergonhar... que possam ser mais honestas, mais justas, mais humanas em 2012! Eu sei... é meio mundo dos Ursinhos Carinhosos... mas eu estudo Habermas... então ainda acredito na democracia baseada no diálogo e no RESPEITO ao próximo!

Vamos amar mais, pessoal!!!

FELIZ, FELIZ 2012!!!

25/12/2011

Esse ano eu vou comer lentilha…




2011 não foi um ano bom, não. Já tive melhores. E deve ter sido assim porque eu não comi lentilha na passagem de ano. Pela primeira vez, depois de muitos anos, eu tive uma passagem de ano – de 2010 para 2011 – intensa. Com direito a um dos melhores momentos da minha vida. Fiz uma viagem inesquecível, maravilhosa, fantástica! Mas não comi lentilha. Onde eu estava não tinha lentilha.


Também não usei calcinha com alguma cor especial. Não tinha calcinha de cor nenhuma naquele dia... acabei comprando a cor da pele, que deve significar porra nenhuma... aí, deu no que deu... porra nenhuma.


E eu não abracei pessoas queridas à meia-noite... eu estava longe das pessoas queridas.


Enfim... deu no que deu.


E lá se foi 2011... e que ele acabe logo. Que venha 2012, porque sempre que chega um ano novo vem junto aquele cheirinho de que algo melhor vai acontecer.


E para dar aquela forcinha, vou comer lentilha à meia-noite, vou tomar champagne, vou usar a calcinha certa e vou abraçar todos que eu amo... bem de perto! Porque, meu Deus, 2012 tem que me reserva O acontecimento que eu tanto espero...

Venha 2012!!! Venha feliz e novo em folha!!!

Feliz ano para todos!





Receita de ano novo
Carlos Drummond de Andrade



Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)



Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

15/11/2011

Santaella e outras coisitas mais



Na última sexta-feira, o comentado 11.11.11, aconteceu o 7º Interprogramas de Mestrado da Cásper Líbero e rolaram apresentações bacanas, Lúcia Santaella encerrando o evento e, principalmente, um momento de reencontros dos mestrandos da Cásper e encontros com mestrandos de outras universidades.


Lúcia Santaella arrasou no encerramento. Mesmo não gostando nada de semiótica (eu confesso!), eu adorei a palestra dela. É certo que ela não falou sobre semiótica... falou sobre McLuhan e me fez gostar mais desse teórico que transformou as ideias sobre comunicação.


Mas antes de falar sobre Santaella, vou falar de mim. Minha apresentação. Estou orgulhosa. E vou correr o risco de ser um pouco arrogante, mas gostei do resultado desse artigo, desse trabalho para o Interprogramas e de minha apresentação. Sinto cada vez mais segurança para falar sobre Habermas e sua assustadora esfera pública e mais segura também para dar andamento na minha dissertação. É isso que move meu mundo ultimamente e é isso que me faz bem. Sim, o conhecimento é apaixonante e viciante. Pobre daquele que ainda não entendeu isso.

Bem, mas voltemos à Santaella. Suas sarcásticas considerações sobre as algemas da academia, da Capes, são um show a parte. Fora isso, guardei uma frase dela que penso que resume tudo... citando Umberto Eco, ela disse: “Na internet, vamos de Platão à salsicha em segundos”. Fantástico!

Santaella falou especialmente sobre McLuhan. Sua influência sobre o pensamento dela mesma e outros teóricos da comunicação na década de 60, quando o hit era a Escola de Frankfurt e o ídolo era Adorno. Realmente, e até hoje, Adorno e sua indústria cultural parecem ditar tudo o que vem depois na comunicação. Graduandos principalmente carregam tatuados em si mesmos os conceitos construídos pela Escola de Frankfurt e parece não existir mais nada além disso.

Aí surge McLuhan, com sua célebre idéia: o meio é a mensagem. Seguir McLuhan na década de 1950, 1960 era uma espécie de blasfêmia. Os meios de comunicação são extensões do homem. Não pretendo me estender aqui sobre McLuhan porque corro o risco de falar besteira. Não sou uma profunda conhecedora. Mas Santaella me deixou com bichinhos de vontades de conhecê-lo melhor. Assim que possível, vou ler McLuhan...

E para completar Santaella, achei super interessante quando ela falou sobre a revolução tecnológica “recente” que muda, de fato, o modo de pensar, o modo como o cérebro age, pensa, conhece... é para se pensar... nem a revolução de Guttenberg, nem a revolução industrial, nem o Iluminismo fizeram algo tão enlouquecedoramente revolucionário com o próprio cérebro humano. É realmente para se pensar...

“Os homens criam as ferramentas. As ferramentas recriam os homens”.
Marshall McLuhan

01/11/2011

Invadida, inebriada, apaixonada…



… por Chico Buarque. Desde que comprei o novo CD dele – Chico – fiquei simplesmente encantada. Apesar de toda a ridícula polêmica a respeito da “mulher sem orifício”, que ele coloca na primeira música do álbum, Querido Diário. Aliás essa polêmica só poderia existir nesses tempos em que vivemos, o mundo chatinho, onde um crítico é tão imbecil que não coloca a frase no contexto da música, não entende o contexto da estrofe e, mais, quer aporrinhar o compositor.

Polêmicas a parte, Querido Diário é linda. Mas nada, nada se compara às três músicas preferidas dessa voz apaixonada por Chico que escreve esse humilde blog. Tipo um Baião, Se Eu Soubesse e Sou Eu.


Sou Eu
está arrasando na trilha sonora da novela das 6, Viver a Vida. Um samba tão gostoso, que já foi gravado pelo Diogo Nogueira... delícia de música! Daquelas de dançar...

Veja e ouça aqui.

Tipo um Baião também é mega gostosa de ouvir. E tem uma letra muito bonita. “Meu coração / que você sem pensar / ora brinca de inflar / ora esmaga”. É uma típica estrofe de Chico Buarque.

Veja e ouça aqui.

E quando você acha que não dá mais para inovar, que ele não se supera mais... ele vem, junto com a Thais Gulin, e brinda a gente com Se Eu Soubesse. Que inveja dessa garota! Que ironia deliciosa nessa música... ironia que ainda quero cantar de fato... ah... se eu soubesse não tinha comprado o CD, mas acontece que eu olhei pra ele e aí... larari, lariri...


Veja e ouça aqui.

Se o mundo não fosse tão chatinho como anda sendo... todos iriam se apaixonar pelo Chico!

09/10/2011

O mundo está chatinho demais








Muitas polêmicas têm rolado na mídia sobre o que é ou não politicamente correto. Na vida pessoal, também enfrentamos isso, seja em frases no facebook ou twitter que são mal interpretadas, seja em palavras que são ouvidas fora de contexto... é a incomunicação entrando num espaço tão super conectado. Irônico, não?



Na publicidade, não pode nada. Seja a propaganda da Hope, estrelada pela Gisele Bundchen, que ofende as mulheres, pois insinua que elas seriam objetos. Quisera eu ser um objeto assim!!! É por isso que eu falo sempre: morte à desgraçada que queimou o sutiã e ferrou com as nossas vidas! Mundo chatinho!


Os pôneis malditos tiveram que sair do ar porque disseram que eles usavam imagens infantis com palavras pesadas (malditos). MEU DEUS!!! Mundo chatinho... eu adorava essa propaganda!



Engraçado é que o funk é normal. Uma criança rebolando até o chão, usando uma microssaia, e cantando “Tô ficando atoladinha” é manifestação cultural brasileira. É ou não é hipocrisia? E nem vou falar em Pânico, Zorra Total, A Praça é Nossa...



Eu sei que está cansativa essa história do Rafinha Bastos... já foi longe demais. Mas é exatamente pela dimensão gigantesca da história que é necessário refletir sobre isso: será que comer ou não comer o bebê ou a Wanessa Camargo é mesmo o mais grave dos problemas? Será que precisa crucificar um cara porque ele fez uma brincadeira – seja de mau gosto ou não – em um programa ao vivo, onde o pensamento tem que agir rápido, é preciso segurar o time do programa e às vezes gafes são cometidas?



Reflexão, pessoal...



Primeiro, eu vi a cena do Rafinha... ela foi ao ar, ao vivo, no CQC dia 19 de setembro. Na ocasião, o colega de bancada Marco Luque dá gargalhadas da “piada”. Onze dias depois, o Ronaldo, ex jogador de futebol que me recuso a chamar de fenômeno, se manifesta contra Rafinha e então começa toda a onda de protestos, inclusive do colega Marco Luque, que na ocasião gargalhou... perae... se foi tão ofensiva a frase de Rafinha, porque gargalhou, Marco Luque?


Reflexão...



Não sou amiga de Rafinha Bastos, nem o conheço... nem sempre acho graça de suas piadas... mas o respeito pelo profissional que ele é, bem melhor que esses vendidos aos interesses comerciais. Eu conheço os bastidores do jornalismo... tudo gira em torno de interesses comerciais, que hoje, boa parte, estão nas mãos da empresa de Ronaldo e Marcus Buaiz... elementar, meu caro Watson!



Rafinha incomoda muita gente. E eu espero que ele continue incomodando. Ainda bem que existem pessoas como ele ainda na TV, que incomodam mesmo e não se intimidam.



E para terminar, reflexão: vivemos em um país onde o poder está nas mãos do Sarney, do Ronaldo e da Globo. Os políticos vivem rindo de nós, mas não é correto falar deles... as crianças crescem vendo de tudo e mais um pouco na internet e na TV, dançando funk, fãs de Justin Bieber e Luan Santana, mas pôneis malditos não pode... as pessoas estão cada vez mais demonstrando falta de respeito pelo próximo (aqui em SP isso é muito claro!), um querendo comer o outro, no sentido canibal da palavra, mas comer o bebê da Wanessa não pode. Por que é a Wanessa? Se fosse o bebê de uma indigente poderia?



HIPOCRISIA!!!



Vejam os pôneis malditos! Aqui pode!

18/09/2011

Num dia ensolarado, eu fui ao museu…




Como todos bem sabem, eu estive em Recife dias atrás, para participar do Intercom. Foi ótimo, por vários motivos, entre eles porque fiquei longe do frio e do estresse... dar um tempo do trabalho me fez um bem enorme...


O Congresso foi excelente. Vi trabalhos interessantes, revi pessoas queridas, estive com pessoas bacanas e passei por provações também. Mas essas provações são aquelas que nos ajudam a melhorar e a evoluir.




Mas o que quero relatar aqui é que no meu “dia de folga”, o feriado ensolarado de 7 de setembro, eu fui... fazer um passeio histórico em Olinda e ao museu – o Instituto Brennand. Museu num dia bonito desses? Foi o que ouvi da maioria das pessoas... afinal, eu deveria ter ido para Porto de Galinhas...


Bem, vamos falar do passeio. Nos outros dias em Recife, eu caminhei pela praia antes de ir para o Congresso (praia quase vazia) e descobri que morar em frente ao mar é qualidade de vida. Como faz bem. Também fui ao Recife Antigo e conheci a cidade que nasceu em meados do século XVI, com todos os destaques das ruas e do Marco Zero.

Em Olinda, patrimônio cultural da humanidade, tombada pela Unesco em 1982, o conjunto arquitetônico que se vê nas ruas e ladeiras, especialmente no Alto da Sé, é fantástico e imperdível.





E, finalmente, o Instituto Brennand, que tem uma réplica de um castelo medieval que abriga obras de arte maravilhosas e uma das mais importantes coleções de armas do mundo.



Vamos pensar: Porto de Galinhas... deve ser o paraíso na Terra (será?). Mas no feriado, quente, com sol, imagine a quantidade de pessoas que estariam lá. Gente de tudo quanto é jeito, lotando e sujando a praia, sem educação. Praia em um feriado transforma as pessoas em trogloditas. Vai por mim...


O atendimento: lotada a praia, claro que seríamos mal atendidos, pois os funcionários não dariam conta.

Traduzindo: estresse, mau humor, areia, trânsito, buzinas, falatório, sujeira... o paraíso na Terra se transforma em inferno.

Museu num dia desses? Bem, quando as pessoas estão cada vez mais deixando de lado a cultura de nosso país, se transformando em trogloditas, intolerantes, por quase nada... sim, museu me pareceu mais adequado.

E hoje, mais tarde, vou para a rua, sair... para ver, como diria Martha Medeiros, o que a vida me oferece.